Balancete e conciliações: o que você precisa saber sobre o assunto
Balancete e conciliações são duas das principais técnicas utilizadas por empresas contábeis para apurar a performance financeira de seus clientes. Ambos caminham de mãos dadas, portanto, tomados isoladamente deixam de fazer sentido ou, no mínimo, de ser confiáveis.
Afinal, em contabilidade não basta apenas lançar as operações financeiras nos respectivos livros de registro. Para além da função “cartorial” da profissão, é fundamental que esses lançamentos sejam fidedignos, ou seja, reflitam a realidade com 100% de precisão.
O que é balancete?
Um balancete é uma espécie de relatório contábil no qual uma empresa registra suas operações na forma de custos, despesas e receitas. Ele deve ser estruturado no conhecido método de partidas dobradas, em que ativos são listados do lado esquerdo e passivos em uma coluna à direita.
Cabe ressaltar que balancete não é a mesma coisa que balanço patrimonial (BP). A diferença, nesse caso, está na obrigatoriedade. Por lei, toda empresa legalmente constituída no Brasil — exceto MEI — deve elaborar seu respectivo BP para fins tributários. O balancete, embora tenha a mesma estrutura do balanço, diz respeito a períodos de tempo menores e serve como instrumento de controle não obrigatório.
O que são as conciliações na contabilidade?
A conciliação é um procedimento de checagem de contas para sua posterior validação ou não. Digamos que, em um balancete, a empresa verificou que, no dia 27 de janeiro, houve o lançamento de uma venda em um valor acima do esperado. Para assegurar que essa rubrica diz respeito a uma venda de fato, é preciso apurar todas as informações: data da operação, nota fiscal e o saldo bancário devem ser conciliados de maneira a confirmar que esse lançamento é real (ou não).
Qual é a importância de se fazer balancete e conciliações?
Pode parecer preciosismo, mas balancete e conciliações são muito mais do que simples formalidades. No dia a dia de uma empresa, principalmente as de médio e grande porte, a falta de controle é uma perigosa porta de entrada para fraudes e desvios. Somente a averiguação minuciosa das contas garante a lisura dos processos contábeis.
Um caso real aconteceu no Estado do Paraná, em que um auxiliar administrativo conseguiu desviar do caixa da empresa mais de R$ 1 milhão durante 10 anos. A fraude só foi descoberta depois que a contabilidade verificou um rombo nas contas ao consolidar o balanço patrimonial.
Como fazer uma conciliação contábil?
A conciliação contábil é como manter “um olho no padre, outro na missa”. Ela é um meio de conferência para assegurar que tudo que constar no balancete faz parte das operações da empresa. Veja a seguir como começar do jeito certo:
Tenha instrumentos de controle
O pontapé inicial deve ser dado pela aplicação do controle das finanças: registro do fluxo de caixa, acompanhamento de juros sobre empréstimos, vendas a prazo e outros pagamentos recorrentes. Vale investir em um sistema contábil que permita automatizar parte das rotinas.
Relacione todas as contas
É muito comum que uma empresa tenha mais de uma reserva financeira. Um exemplo são os e-commerces que mantêm valores em carteiras digitais ou plataformas de pagamento. Essas contas devem ser todas listadas para que, na hora da conciliação, possa ser verificada a origem e o destino dos valores.
Estipule um período
Diferentemente do BP anual, o balancete deve ser utilizado para períodos mais curtos. O mais comum é que seja feito a cada 30 dias como forma de consolidar as operações ao longo do mês.
Faça o comparativo
Uma vez que tudo está lançado, é hora de fazer a conciliação, analisando os dados relativos às entradas e saídas. Por ser uma etapa minuciosa, é recomendável que seja realizada com auxílio de um sistema ERP ou software de gestão contábil.
Corrija e apure os erros
O trabalho não termina quando o balanço está concluído. Esse documento também serve para balizar a tomada de decisão e apontar possíveis falhas operacionais e estratégicas. Tenha balancete e conciliações como um retrato fiel da sua realidade financeira.
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